Como evitar que o seu filho pratique bullying

Como evitar que o seu filho pratique bullying

Ter um diálogo constante ajuda a perceber os sinais em casa

O bullying é um assunto que preocupa, cada vez mais, os pais, professores e psicólogos. Muito se discute sobre as crianças que são vítimas da violência física e psicológica na escola, mas e se for o seu filho quem pratica o bullying com os colegas? O que fazer? Os primeiros sinais de que seu filho gosta de “pisar” no coleguinha aparecem dentro de casa.

Recentemente, entrou em vigor no país uma lei federal que obriga escolas e clubes a combaterem os atos de violência física e psicológica com ações pedagógicas, ampliando ainda mais a discussão. E, para combater, é preciso entender e identificar o problema nas crianças e adolescentes.

De acordo com o Mestre em psicologia Antônio Elmo, existem dois “grupos” de praticantes de bullying. Um deles, mais comum em adultos, é causado por alterações de caráter. Já os praticantes do segundo desenvolvem o desvio de comportamento porque já foram, um dia, vítimas do bullying. “Em geral, o praticante tem uma sensação de inferioridade, em razão de um trauma sofrido anteriormente. Ele desconta no outro e usa as agressões psicológicas e físicas para se defender”, explica.
Segundo o psicólogo, os sinais são peculiares. E os pais devem ficar atentos às mudanças de comportamento e hábitos do seu filho. “São crianças que fingem que se sentem superiores aos outros, acham que seus atos são impunes, são habilidosos na comunicação e têm facilidade para mobilizar outros colegas”.
A psicóloga e psicoterapeuta Débora Monteiro Coelho alerta para os três “atores” que compõem o ato do bullyng: quem sofre, quem agride e a plateia, que são aqueles aplaudem e ficam rindo das piadas maldosas. “A criança que ri e compactua com o ato também é considerada uma praticante e também precisa de uma atenção dos pais e educadores”, opina Débora.
Tanto quem implica ou agride fisicamente quanto aquele que é plateia do bullyng apresentam um comportamento diferente dentro da família, com comentários ácidos contra primos e irmãos da mesma idade ou mais novos e empregados da família. Assim como os sinais aparecem primeiro dentro de casa, a mudança começa com a família. Os pais devem dar o exemplo: nada de frases machistas ou homofóbicas perto dos filhos – e nem perto de outras pessoas, é claro.
“Aqui em casa, junto com meu marido, ensino para os meus filhos que ninguém é superior a ninguém. E damos o exemplo, respeitando as diferenças. Isso, é claro, com muita conversa”, conta a dentista Flávia Moura, mãe de Clarice, de 12 anos, e Miguel, de 10.
Ao identificar sinais de que o filho é quem pratica o bullying com os colegas, o mais importante é não fechar os olhos para o problema. “Devem procurar a escola e rever regras e limites dentro de casa. Observe os amigos do seu filho, matricule a criança em um esporte de competição, demonstre amor, elogie as boas ações e nunca o trate com violência”, pontua Antônio Elmo.
Os sinais
Dominar relações
Crianças e adolescentes que praticam o bullying costumam confrontar pais e professores
Confusão
Seu filho está sempre metido em confusão? Discute sempre com os amigos do condomínio e da escola? Cuidado
Comportamento agressivo
Crianças que praticam o bullying, geralmente, são inseguras e usam da agressividade para se defender do defeito.
Mobilização
Os praticantes de bullying são habilidosos na comunicação e têm facilidade para mobilizar outros colegas. Por isso, podem se sentir superiores aos outros e pensar que seus atos são impunes.
Insônia
De acordo com o mestre em psicologia Antônio Elmo, quem pratica o Bullying sofre com transtornos que podem afetar a qualidade do sono. O praticante pode apresentar mudanças bruscas no horário de acordar e dormir.
Vestuário
Comportamentos estranhos no estilo de vida e gostos também indicam um problema, que pode ser o bullying. Se seu filho anda muito desleixado ou, pelo contrário, fica excitado demais por uma roupa nova e de grife, preste atenção.
Tratamento
Caso observe que seu filho trata de um jeito diferente um empregado da família ou da escola onde estuda, fique atento porque esse pode ser sinal de bullying.

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